O que fazer em apenas um dia em Nairóbi

Quando eu disse que criaria um blog de dicas de viagem, o que mais me pediram foi para falar logo sobre o Quênia. E eu tenho muito o que falar sobre esse país que foi, é e para sempre será minha casa.

Passei três lindos e emocionantes anos da minha vida em Nairóbi. Trabalhando, fazendo amigos incríveis e curtindo cada minuto da vida na África.

Então, aqui vamos nós. Meu primeiro post de dicas de viagem será sobre minha amada Nairóbi. Vou listar alguns passeios para se fazer em apenas um dia na capital do Quênia.

O dia de passeios que envolvam vida selvagem na África começa cedo. E é bem cedo que começamos nosso dia de passeios em Nairóbi.

National Park

A primeira parada é o National Park, único parque nacional da África que fica, de fato, dentro de uma cidade. O parque fica a 7 km do centro de Nairóbi e tem 117 km². O parque é fechado em apenas 3 lados, o que faz com que, algumas vezes, alguns animais (inclusive leões) fujam para a rua. Isso, às vezes, cria inclusive conflitos entre a população local e os animais.

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Girafa no National Park e o centro de Nairóbi ao fundo

O ideal é chegar ao parque por volta das 6 da manhã. Isso porque é cedinho que os animais caçam e andam mais livremente pelo parque. À medida que o sol vai esquentando, os leões, hienas, leopardos se escondem entre árvores ou perto da água, onde é mais fresco, e fica praticamente impossível ver a maioria deles.

O passeio pode ser feito em carro particular, ou pode-se reservar um serviço de carro de safari com motorista. O serviço é interessante porque, além de o carro ser daqueles que abre o teto, o motorista sempre terá experiência em encontrar animais em safari e o carro virá equipado com um rádio para que ele possa se comunicar com outros motoristas que estão no parque e ficar sabendo da localização dos animais.

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Leoa no National Park

No parque, é possível ver girafas, leões, rinocerontes, zebras, búfalos, macacos. Também há uma área para churrasco, que, apesar de ser segura, vale ficar atento à aproximação de algum animal feroz.

David Sheldrick Elephant & Rhino Orphanage

Depois de passar o início da manhã fazendo safári, é hora de partir para o David Sheldrick Elephant & Rhino Orphanage, ou apenas orfanato de elefantes.

O orfanato de elefantes e rinocerontes é parte do David Sheldrick Wildlife Trust, o maior programa de resgate e reabilitação de elefantes órfãos do mundo. Fundado por Daphne Sheldrick (esposa de David, com quem trabalhou a vida inteira no resgate de animais) em 1977, o projeto tem como missão combater a caça de elefantes, manter a vida silvestre, além de resgatar, tratar e criar elefantes e rinocerontes que tiveram seus pais mortos por caçadores.

O orfanato é aberto ao público todos os dias, das 11h ao meio-dia. Nessa uma hora, os elefantinhos são trazidos para o seu banho de lama e lanche do meio-dia. Eles são trazidos em dois grupos: o primeiro é composto pelos mais novinhos e o segundo, pelos mais velhos.

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Hora do lanchinho no Orfanato de Elefantes

Enquanto as fofuras rolam na lama e tomam mamadeiras gigantes de leite (fórmula desenvolvida pela própria Daphne, muito próxima ao leite da mãe), o público ouve um dos cuidadores apresentar cada elefantinho por nome e idade, além de contar um pouco da sua história e de como foi resgatado.

Os elefantes ficam sendo cuidados no orfanato até atingirem idade suficiente para sobreviverem na natureza. Então, são soltos no grande parque Tsavo, onde vivem felizes e constituem família. E, como elefante tem excelente memória e o orfanato é ligado ao parque, muitos voltam tempos depois com a família inteira para visitar quem lhes deu casa, amor e carinho.

Para quem quiser adotar um elefantinho virtualmente, o orfanato tem um programa que te permite escolher um orfão para ajudar e você recebe atualizações periódicas do seu “afilhadinho. Para quem quiser adotar um elefantinho: https://www.sheldrickwildlifetrust.org/asp/fostering.asp

Giraffe Centre

O Giraffe Center é um santuário de girafas Rothschild, espécie encontrada apenas nos prados do leste africano.

O santuário foi criado em 1979, com o objetivo de promover grande reprodução dessas girafas em uma tentativa de salvá-las da iminente extinção. O programa foi extremamente bem sucedido, sendo até hoje um grande programa de reprodução e acolhimento dessas girafas. Em 1983, foi criado o centro para visitantes do santuário, que conhecemos apenas como Giraffe Centre.

As girafas continuam se reproduzindo no centro e, assim como acontece com os elefantes, quando atingem certa idade são soltas na natureza.

O Giraffe Centre é aberto à visitação todos os dias, das 9:00 às 17:00. Os visitantes podem chegar muito perto das girafas, fazer carinho, alimentá-las e, quem sabe, até ganhar um beijinho!

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Beijinho!

Você deve estar se perguntando: não é em Nairóbi que fica aquele hotel onde as girafas enfiam a cabeça pela janela do restaurante no café da manhã? Sim, é em Nairóbi, e esse hotel é parte do Giraffe Centre.

O Giraffe Manor é um hotel 5 estrelas construído dentro do santuário, para os amantes desses bichinhos tão simpáticos. As girafas ficam soltas pela área do hotel e é possível dar uma volta com elas pelos jardins e até dividir seu café da manhã com algumas delas!

Mamba Village

O Mamba Village é um resort e fazenda de crocodilos. Fica em uma ára gigantesca e, lá, você pode ver não só enormes crocodilos, como também avestruzes, girafas e coelhinhos.

É a parada ideal para o almoço, pois possui um excelente restaurante com mesas ao ar livre, em um gramado muito agradável.

Antes ou depois do almoço, é possível até pegar um filhote de crocodilo no colo:

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Karen Blixen Museum

A melhor forma de terminar seu dia em Nairóbi é fazendo uma visita ao museu Karen Blixen, que fica na mesma área da cidade de todas as outras atrações que eu listei.

Karen Blixen foi uma escritora dinamarquesa (de pseudônimo Isak Dinesen), que morou em Nairóbi entre 1914 e 1931.

Karen mudou-se para Nairóbi com seu primeiro marido, um barão dinamarquês que cultivava café. Após seu divórcio, ela se apaixonou por um piloto do exército britânico, com quem viveu até 1931, quando ele morreu em um acidente aéreo na área da própria fazenda de Blixen. Após a morte do companheiro e com a falência da plantação de café, Karen voltou à Dinamarca, onde viveu até sua morte.

A obra mais famosa de Blixen é “A fazenda africana” (1937), livro baseado no período em que ela viveu na África. Pelo livro, foi premiada com o Tagea Brandt Rejselegat, em 1939.

“A fazenda africana” foi adaptado para o cinema, com o nome “Out of Africa” (no Brasil: “Entre dois amores”), dirigido por Sydney Pollack e estrelando Maryl Streep, Robert Redford e Klaus Maria Brandauer. O filme foi gravado na própria fazendo de Blixen em Nairóbi, onde, hoje, funciona o museu.

O visitante poderá andar por uma pequena parcela da fazenda, conhecer a casa onde Karen viveu e observar alguns de seus objetos pessoais e manuscritos, além de objetos da época das filmagens com Meryl Streep.

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Linda casa do museu Karen Blixen

Depois de um dia agitado e, com certeza, cansativo, é hora de relaxar e se preparar as próximas aventuras no Quênia, que são muitas e eu contarei mais nos próximos posts!

 

 

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